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segunda-feira, 20 de junho de 2011

adentro

que queres? 
 .
estou indo embora.
.
pra dentro de mim.

um pouco mais absolutamente


"tento entender um pouco mais a alma"

tento
atento
entender
um pouco
mais
a calma.
acalma.

mentes
em meu caminho.
mentes
em todo lugar.

refúgio I

eu me abrigo
tu
me abrigas.

eles:
brincam.

centro

 
     sinto      
e
concentro-me.

contemplo
meu centro.
coluna vertebral.

sento-me.
centro-me.
contemplo
o templo
que surge
por entre
a poeira.

caminhos

{ a rocha }
enfim, seguimos.

agora são nossos próprios pés
que caminham.

é tua luz
que te brilha.

sou eu
correndo
e
respirando.

euf[l]oria II

a partir da solidão, parto. em luz e escuridão, parto. dou a luzsombra.
obra.
cava.
dentro.
abre.

sem forma, sigo em delírio. sem apagar, linhas nem luzes.
euf(l)órica, permaneço em silêncio.
amanhecendo eu, solmadrugada na neblina Fria.

euf[l]oria I

andre dahmer. orquideana. desenho em nanquim.
.
.
florescer, mesmo sob qualquer tipo de ódio.
euforecer, mesmo no cotidiano.
flor em dor, que se abre.
euforescer, mesmo sob a escuridão.
eu flor colorida.
eu, clarice hilst.

manifesto assim, minha euforia, em flor, nua, que resiste sob sol & chuva, em nome impermanentespontâneonírico.
missão:
viver.

a primeira e última luta

em meu peito 
peso.
preso.
pássaro
preto.

morte
de mar.

atravessar

ausência
.
úmida
manhã

forma - era a cama
vazia.

onde em você
não tem fim?
aonde
teu espelho empoeirado?

seguindo
ao redor do tempo
apanha o vento
com as mãos. e guarda em segura caixa de marfim.

outra mulher
corre
apanha
o tempo. e guarda na boca.

afastam-se pela insolubilidade de seus aromas.

a luta

a cama tem sido traiçoeira.

ou você tem dado demais seu corpo a ela?